quarta-feira, 25 de maio de 2016

Nosso posicionamento frente a conjuntura nacional: opinião e perspectivas


1. Está em curso uma ofensiva da direita no Brasil, que vem conquistando mais espaço na política nacional.


Existe no país uma ofensiva de setores conservadores e de direita que estão em maior ou menor medida coordenados em várias frentes (parlamentar, poder judiciário, influências internacionais, centrais sindicais pelegas e vendidas, grupos empresariais e federações burguesas, veículos de mídia e imprensa, altas patentes militares, movimentos de redes sociais e de rua etc.) e que vem conquistando cada vez mais espaço na política nacional. Essa ofensiva mira intensificar a aplicação de um programa reacionário, neoliberal e conservador, que, embora tenha sido aplicado de forma tímida por meio do próprio governo petista, retirando o PT do poder nesse momento acelerarão sua aplicação, se dando de forma mais contundente e eficaz.

Assim, utilizam o PT e a “corrupção” como “bodes expiatórios” para atacar direitos históricos conquistados pelas lutas do povo pobre e trabalhador, bem como os programas sociais atuais. Elencamos alguns dos objetivos dessa ofensiva da direita:

  • Dentre os parlamentares e as grandes empresas envolvidas em corrupção, há um objetivo principal em colocar fim às investigações através do impeachment, constituindo um novo governo que controle a Polícia Federal, a grande imprensa, juízes federais e o Supremo Tribunal Federal, freando a Lava Jato e as demais investigações em curso;
  • Redução do Estado brasileiro, seguindo uma lógica neoliberal perversa;
  • Garantir que a economia nacional seja pautada pelos grandes bancos e submissa à política econômica nociva do FMI, Banco Mundial e outros perniciosos espoliadores internacionais;
  • Implementar uma política internacional submissa ao imperialismo estadunidense, servindo-se, como consequência, como um efetivo “QG político” do imperialismo na América Latina;
  • Privatização das maiores estatais, especialmente a Petrobras.
  • Passar a cobrar ou privatizar os serviços públicos (saúde – SUS, educação, segurança – presídios, etc.);
  • Flexibilização das leis trabalhistas e consequente prejuízo depositado nas costas dos trabalhadores (terceirização, priorização das convenções coletivas em relação à CLT, revisão da lei do trabalho escravo, aposentadoria para mulheres e homens em igual idade, a despeito da sobrecarga de trabalho por parte das mulheres, que na maioria das vezes é responsável também pelo trabalho doméstico e cuidados com os filhos);
  • Corte de direitos constituídos (por exemplo, a revisão de demarcação de terras indígenas, não demarcação das terras quilombolas; completa ausência de políticas voltadas à diversidade de orientações sexuais; etc.);
  • Corte (gradual ou instantâneo) dos programas sociais do governo (Bolsa Família; Fies; Pronatec; Minha Casa, Minha Vida; Minha Casa Minha Vida-Entidades; Mais Médicos, dentre outros).
  • Acentuar a “policialização” do Estado brasileiro ampliando o monitoramento, a repressão e a criminalização aos movimentos sociais e de esquerda e uma propaganda ideológica de que esquerda é sinônimo de corrupção, crime, baderna;
  • Impulsionar uma política conservadora e retrógrada nas escolas, minando as discussões sobre política, gênero, raça etc., impulsionando conceitos preconceituosos e intolerantes.

Dentre outros objetivos perversos.

Buscando atingir esses objetivos, a direita vem ganhando corpo, espaço e conquistando sucessivas vitórias na política nacional, seja no parlamento ou no campo ideológico, escondendo-se por trás da máscara da “anti-corrupção”, do “anti-petismo” ou mesmo do primitivo (mas preocupante) “anti-comunismo”.

2. Está em curso no Estado brasileiro um golpe institucional encabeçado por essa ofensiva.


A justificativa do processo de impeachment que está derrubando a Dilma são as ditas “pedaladas fiscais” que caracterizariam crime de responsabilidade fiscal, motivo constituído em lei para sua destituição. Mas, como o mundo inteiro acompanhou durante as transmissões da vergonhosa votação dos deputados federais e agora com a conversa de Romero Jucá divulgada pela Folha de S. Paulo, onde ele expõe um plano por trás do impeachment envolvendo desde juízes até altas patentes militares, o mais óbvio nesse processo é que não há nenhuma preocupação destes setores com as tais pedaladas fiscais. Na realidade, eles vêm a retirada da Dilma como a oportunidade para frear as investigações e abrir espaço no governo federal para aplicar sem filtros ou “burocracia política” esse programa conservador.

A constituição prevê o impeachment e as regras do jogo dão respaldo, mesmo que tenha ou não cometido pedaladas fiscais. O impeachment foi uma ação política com interesses políticos e programáticos. Tendo cometido ou não as pedaladas fiscais, o rito do impeachment está sendo seguido e a retirada do PT se dá pela brecha política que o impeachment prevê. Mais um capítulo da história a mostrar a impossibilidade do Estado como via para a emancipação humana.

3. O programa deste novo governo Temer apresenta um retrocesso histórico a direitos conquistados pelo povo brasileiro.


Essa ação reacionária que vem marchando sobre o Brasil tem o governo Michel Temer como o vetor principal para aplicar seu programa político. Este novo governo não tem pudor ao demonstrar que está em serviço de um programa que mira atacar direitos e diversas conquistas do povo brasileiro no curso da história do país: o seu programa “Uma Ponte para o Futuro”, sua composição ministerial, sua rede de aliados e suas medidas aplicadas já nesses primeiros dias nos demonstram claramente a que estão dispostos.

Esse governo que chega ao poder é, diferente do PT, assumidamente de direita, neoliberal no campo econômico e conservador no político e social, sem discrição e sem a fachada vermelha que o PT mantinha.

4. Somos contra o governo Michel Temer e nos integramos a todas as lutas contra o atual governo federal.


Para além de nossa crítica e luta contra o Estado e o nosso compromisso na luta contra a tirania e os ataques de quaisquer governos contra os direitos e a vida do povo pobre e trabalhador, consideramos importante reafirmar que somos contra esse governo Michel Temer e nos integramos desde já às mobilizações contrárias e em resistência a este novo governo e seu pacote de maldades.

5. Mas isso não quer dizer que somos contra o impeachment: desse espetáculo no andar de cima do poder nos abstemos.


Mesmo sendo contrários ao governo Temer e já sabendo que a derrota de Dilma era uma fatalidade, não nos dispomos a sair nas ruas para defender a governabilidade do PT, a dita democracia ou lutar contra o impeachment. Isso porque nós não entendemos que a alternativa viável ao povo brasileiro vem do andar de cima, no mover de peças no tabuleiro do poder, onde os gestores do capital ora se alinham e se articulam, ora se digladiam, se traem e se atacam.

Entendemos que o golpe institucional proferido contra o PT por uma direita articulada nacional e internacionalmente só pôde ter sido aplicado contra quem se dispôs a jogar esse jogo sujo de lobistas, negociadores, sanguessugas e corruptos. Quantas vezes o próprio PT, aliando-se com figuras historicamente hostis e inimigas da classe trabalhadora, não jogou esse jogo sujo para se beneficiar, abrindo mão de pautas históricas da esquerda e da classe trabalhadora e fazendo de nossos direitos e nossas reivindicações barganha para negociações?

Em verdade, é um golpe deferido no andar de cima e que o seu desfecho, qualquer que seja, impeachment ou não, cairá como punhalada nas costas do povo brasileiro. Não acreditamos na tão esperada guinada à esquerda do governo PT, muito menos em uma eventual volta ao poder. Essa guinada à esquerda não passa de um sonho infantil e extremamente pernicioso ao povo que se dispõe a lutar por sua emancipação econômica e social.

Avaliamos então que não é gastando as energias de nossa militância contra o impeachment que iremos lutar contra o golpe mais cruel, que é deferido contra os trabalhadores, os pobres, a ampla gama de setores e categorias populares marginalizadas, discriminadas e oprimidas. Defender a governabilidade do PT, portanto, não é a saída ou opção que visualizamos para enfrentar essa ofensiva da direita que se arma contra o povo brasileiro.

6. O PT e o problema da social democracia, das eleições ou dos “governos progressistas”.

6.1. O então “partido de esquerda” importante aos interesses dos poderosos é hoje descartado e retirado do jogo


Por anos o PT foi interessante ao capital e aos grandes oligarcas, parasitas nacionais e internacionais, cumprindo a função de estabelecer um pacto de classes que, por um lado, elaborou programas sociais que maquiaram as estruturas que geram as desigualdades, mas por outro manteve a exploração de nossas riquezas (materiais e naturais), a concentração de renda pelos setores mais abastados, as estruturas que garantem os privilégios dos poderosos e absteve-se de fazer valer históricas reivindicações da classe trabalhadora e do povo brasileiro, tocando-as para escanteio. As consequências dessa estratégia foram desastrosas: apaziguou a maioria desses movimentos sindicais e sociais e proporcionou uma grande despolitização das camadas exploradas da sociedade brasileira.

Mas chegou o momento em que o PT deveria sair do jogo, então está sendo descartado. Cabe-nos destacar que o atual descarte do PT enquanto aliado das camadas dominantes não deve ser visto com espanto: é apenas a consequência de um processo histórico há muito tempo denunciado como impróprio pelos mais complacentes e como traidor pelos mais consequentes.

6.2. O PT usou e abusou da estrutura que hoje o está tirando do jogo.


O PT muito desfrutou, usou e abusou do jogo sujo em que está inserido, conquistando espaço com negociatas e conchavos, articulando acordos no escuro com setores historicamente nefastos da sociedade, colocando como instrumento de negociação e barganha os nossos direitos, as nossas pautas, o dinheiro público, praticando sistematicamente corrupção e outras ações repugnantes, dignas daqueles que sempre estiveram aí. Não à toa, Lula também foi citado por Jucá, dentre os que deveriam se safar das investigações com a subida de Michel Temer. Mas ocorre que O PT é hoje ao capital e aos velhos barões da elite nacional e internacional um ex-“partido necessário”, agora descartável e passível de ser amassado e jogado na lata de lixo por seus antigos “aliados” (“pragmáticos” ou não).

6.3. A ilusão no Estado, nas eleições e nos cargos parlamentares


Nesse cenário adverso ao PT ele não perde sozinho: toda a esquerda perde. Porque na medida em que a fé nas instituições genuinamente burguesas que criam e sustentam as desigualdades é rejuvenescida pelas vitórias da “esquerda” em eleições e, com isso, o foco das ações e “conquistas” volta-se ao Estado, a organização de base e a luta popular são jogadas no campo secundário, vão sendo tocadas à reboque da política de negociações do congresso, tornando-se meras correias de transmissão e forças auxiliares. A ilusão na mudança da sociedade a partir do estado freia a construção de poder popular, freia o avanço das conquistas a partir da luta dos movimentos sociais e mina a independência de classe tão cara e necessária para as efetivas conquistas populares.

Para essa questão, merece destaque o trecho do texto do historiador Rafael Viana:

Cada vitória eleitoral do PT foi também uma derrota da classe trabalhadora, pois ganhava o pragmatismo eleitoreiro e perdiam os movimentos populares e sindicatos. Perdia o imaginário de luta e ganhava o imaginário da reforma e do parlamento. Perdia o imaginário da auto-organização e entrava o imaginário da organização como força auxiliar. Enquanto os petistas comemoravam as vitórias, as bases se esvaíam e os movimentos iam sendo carregados a reboque dessa estratégia. A cada vitória na arena parlamentar, perdiam as bases sociais organizadas da classe trabalhadora. As regras que contavam passavam a ser, as medidas em 4 em 4 anos.
Ler: Para Além dos 4 anos das eleições

6.4. Sobre a “democracia”


Por sua vez, a democracia que o PT insiste em evocar e defender não passa de uma instituição fictícia de representação: ela é o instrumento que o capital utiliza para apaziguamento da sociedade e garantia de que tudo ocorrerá normalmente, os ricos acumulando riqueza, os pobres trabalhando submissos, as “minorias” conquistando alguns direitos, mas sem que alterem estruturalmente a desigualdade e seus pilares de sustentação.

Uma vez essa estrutura ameaçada, o capital e o Estado não se abstêm de mostrar suas garras e de se desfazerem de suas fantasias democráticas e apelarem para a repressão violenta, intransigente, “antidemocrática” e, em muitos momentos da história, fascista, rasgando Constituições, tratados, direitos adquiridos ou quaisquer outras legislações e termos que fantasiosamente guiavam “o bem estar social” da sociedade.

A democracia, consequentemente, só é interessante ao capital e à ordem estabelecida quando ela garante o pacto de classes e a “tranquilidade social”. Ela só é viável aos olhos dos poderosos quando ela é de fato embarcada pelo lema “ordem e progresso”: ordem para os pobres e progresso para os ricos. Por isso mesmo é insustentável! A luta de classes existe e se aquece na medida em que a insatisfação (inevitável) da classe trabalhadora e dos demais setores oprimidos cresce e toma espaço na sociedade em forma de mobilização e ação. Quando a luta de classes se acentua e as contradições do capitalismo ficam latentes, a ilusão da democracia cai por terra e o capital mostra suas verdadeiras garras em sua defesa. Democracia com capitalismo e Estado é uma ilusão.

7. Não consideramos nenhum mover de peças no tabuleiro do poder como alternativa ou opção à classe trabalhadora e ao povo brasileiro.


E assim como não achamos que a luta contra o impeachment ou pela volta do PT é caminho para a nossa luta, mesmo se estampada com o lema de “defesa da democracia”, igualmente não achamos que as alternativas sejam Sérgio Moro, o STF – Supremo Tribunal Federal, o TSE – Tribunal Superior Eleitoral, novas eleições gerais, a cassação de mandatos, prisão de políticos, prisão de empresários, eleições de 2016, 2018 ou quaisquer outras.

Nem pelo reboquismo dos blocos Frente Povo Sem Medo / Frente Brasil Popular (que pedem a volta do governo Dilma e a defesa da dita “democracia”); nem pela ilusão e o perigo da campanha por novas eleições gerais, encabeçado por setores trotskistas da esquerda (PSTU) ou por partidos como a REDE; e nem pelas propostas de reforma política e assembleia constituinte exclusiva, que rejuvenescem a esperança na “democracia representativa” / no Estado como uma “opção a ser disputada” mas que não afetam as estruturas de desigualdade e repressão estabelecidas e historicamente muito bem montadas.

Recortamos um pedaço de nossa opinião do fim de 2015 que sintetiza nossa orientação: “Não acreditamos que as eleições sejam alternativa, assim como não acreditamos que os juízes desse sistema desigual possam fazer a verdadeira justiça social. Todo governo é a representação da desigualdade e, dessa forma, ele nunca vai trabalhar para acabar com ela.”

Consideramos importante destacar finalmente que as propostas que hoje miram para a redução do Estado e dos serviços públicos como solução são nocivas ao povo brasileiro; trata-se, em verdade, de um liberalismo que ataca as condições humanas do povo trabalhador em função do acúmulo de alguns cada vez mais ricos, gananciosos donos dos serviços privatizados. O liberalismo dos grupos como MBL (Movimento Brasil Livre) são nocivos ao povo brasileiro, pois significam desempregos, arrochos salariais, privatização e precarização dos serviços básicos, corte de direitos e aumento na desigualdade social, com o pobre ficando mais pobre e o rico ficando mais rico. Isso a história da classe trabalhadora não nos deixa mentir.

8. Para combater os ajustes fiscais, as medidas de austeridade e os cortes nos direitos, seja no governo Temer, no governo Dilma ou em qualquer governo, a nossa alternativa é o Poder Popular.


Os nossos direitos e o fim da desigualdade não interessam para os de cima: só interessam para nós. Para os de cima, o que interessa é a garantia dessa “ordem” como está. Por isso, se não for por nossas mãos, não será pelas mãos de ninguém. Se não resistirmos, unidos e dispostos, seremos sempre explorados e oprimidos. Preferimos intensificar nossa mobilização naquela que consideramos a única alternativa política ao povo brasileiro e a única via de saída que temos em mãos, que é a organização de base por meio de ação-direta para criar poder popular. 

Preferimos, então, não nos acovardarmos e cairmos no reboquismo de defender o governismo cada vez mais neoliberal e vendido às pressões conservadoras do PT de Dilma, para focarmos na construção de poder popular, reafirmando e defendendo essa estratégia nos espaços que estaremos lado a lado com outras forças e movimentos de esquerda, de modo a tentar forjar uma grande unidade que se guie pela radicalidade, ação-direta e independência de classe, e não mais pelo reboque do governismo, da ilusão no Estado e nas eleições.

Contra o corte na saúde? A luta. Contra as privatizações? A luta. Pelos direitos trabalhistas? A luta! Não nos cabe esperar ou ter a fé de que governo x ou governo y será menos pior e garantirá alguma migalha aqui, ali, mas abrindo mão de tantas outras e nos atacando pelas costas. Não podemos nos deixar levar por essa eterna chantagem de termos que defender o menos pior dos governos. A falência do governo petista e a situação em que a esquerda e a sociedade brasileira como um todo se encontram são os melhores exemplos disso. 

Portanto, reafirmamos, para defender nossos direitos, lutar contra os retrocessos e contra os ataques dos governos, seja o governo Temer, seja o governo Dilma, ou seja qualquer outro, a via pela qual caminharemos será a da organização e luta popular, norteadas e norteados pela ação-direta e independência de classe. Assim combatemos a tirania dos governos construindo Poder Popular.

9. O governo Temer deve ser combatido desde já pela ação-direta popular, independente e classista.


Marchas, ocupações, greves, piquetes, debates, ações de propaganda, panfletagens, colagens de cartazes, etc. Intensificar o trabalho de base, forjar permanentes debates sobre a conjuntura do nosso país, articular lutas, multiplicar resistência e fortalecer movimentos autônomos e combativos que, a propósito, nesse momento de recessão e avanço da direita, são os que deixam acesa a chama da esperança e da vontade de lutar. O exemplo dos secundaristas do se espalham por todo o Brasil e merecem aqui nossa admiração, reconhecimento e um exemplo a ser seguido.

10. Consolidar uma unidade prática em torno desse posicionamento


Dessa forma, afim de criar unidade prática à linha política exposta, nossa militância se empenhará em continuar construindo uma campanha para consolidarmos um grande bloco anticapitalista e antiautoritário em nossa cidade afim de enfrentar os retrocessos, cortes de direitos e o avanço das medidas impopulares e dos ataques da direita, atualmente representados pelo governo Michel Temer.

Entendemos que o momento nos exige posicionamento e ação. Compromissadas e compromissados com a luta popular e revolucionária, estaremos na peleja lado a lado com as e os lutadores que não se ajustam a nenhum governo e nenhuma repressão. Nos esforçaremos para propagarmos nossa opinião, abertos ao debate e convictos de nossa ideologia, sem desmobilizar nem recuar. Como dizem as e os companheiros gaúchos: rodeando de solidariedade e de LUTA as e os que lutam!

Por baixo e pela esquerda, Criar Poder Popular!

Seja no governo Temer, seja no governo Dilma ou em qualquer governo, Poder Popular contra os golpes nos direitos e os retrocessos!

terça-feira, 22 de março de 2016

NOTA PÚBLICA DE APOIO À COLETIVA MARIPOSAS

 NOTA PÚBLICA

NOTA DE APOIO À COLETIVA MARIPOSAS

O Coletivo Mineiro Popular Anarquista (COMPA) vem nesse momento manifestar seu mais profundo respeito e concordância com a postura da Coletiva Feminista Mariposas ¹ em relação  ao episódio da filiação publica de Gladson  Reis  à UJS/PCdoB. 

É no mínimo contraditório que uma organização que diga defender a construção de um outro projeto de sociedade que tenha por base o enfrentamento  das opressões contra as mulheres como um dos pilares comemore publicamente a filiação de um indivíduo como Gladson Reis. 

É sabido que entre o discurso de Gladson Reis e sua prática cotidiana há um abismo de tal modo profundo que resultou em sua expulsão do Partido Comunista Revolucionário (PCR), como pode ser visto com maiores detalhes na nota publica  emitida pelo coletivo de mulheres Olga Benário ².

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Publicado o A-Berrante! Nº 1 - Outubro de 2015

Compas!

Foi publicada a primeira edição do A-Berrante!, novo veículo informativo e de opinião do COMPA, que substitui o então Boletim do COMPA.

Para fazer download, clique aqui e acesse a página do A-Berrante! deste nosso blog.

Arriba lxs que luchan!

A crise numa perspectiva anarquista - publicado no A-Berrante! #1

Texto originalmente publicado no A-Berrante! número 1, outubro de 2015. 
 
CRISE PRA QUEM? E AFINAL, QUAL CRISE?

Alta nos impostos, nos preços, nos juros, no sacolão, no supermercado, nas tarifas… Mais uma vez, somos nós trabalhadores que estamos pagando pela crise, enquanto os bacanas de sempre continuam com seus privilégios intocados. Curioso os bancos quebrarem recordes de lucro, não? Aí fica a pergunta: crise pra quem?

É sempre assim: a crise vem, o governo se preocupa em blindar os grandes grupos financeiros e os seus aliados, garantindo-lhes o lucro e a fortuna, enquanto deixa para nós os cortes, os ajustes, o papel de economizar e de se virar. Em momentos de crise, a corda sempre arrebenta para o nosso lado.

Mas a crise é ainda maior. Para além dessa crise econômica, estamos vivendo uma verdadeira crise de direitos no país governado pelo suposto “Partido dos Trabalhadores”. O governo e o legislativo estão determinados a prosseguir com as “medidas de ajuste” e os cortes de direitos (o conhecido “ajuste fiscal”). Apesar de parecerem que estejam um contra o outro, o congresso e o governo estão em perfeita sintonia quando o assunto é a defesa dos interesses dos seus aliados e daqueles que os financiaram para estarem em Brasília.

SITUAÇÃO, OPOSIÇÃO, PT, PMDB, PSDB… QUAL A DIFERENÇA?


Do lado do executivo, o PT mentiu nas eleições descaradamente. Falou que não iraia mexer nos direitos, e mexeu. Falou que iria ter uma postura de esquerda, diferente do PSDB, e está tendo exatamente a mesma postura do PSDB, neoliberal e de direita. O governo, como de praxe, está usando a crise para implementar um pacote de medidas de austeridade que deve ser combatido. Cortes, em investimentos, programas sociais e direitos trabalhistas, mais impostos, congelamento de salários…

Já do lado do legislativo, o congresso segue tão afiado quanto. A oposição está fazendo de forma irresponsável a política do “quanto pior, melhor” pra atingir o governo Dilma, mas que atinge mais ainda o povo trabalhador. Esse é o perfil nefasto da oposição (PSDB, DEM, setores do PMDB e o resto da corja).

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

A crise e a atual conjuntura política numa perspectiva anarquista


Companheiras e companheiros de luta,

O Coletivo Mineiro Popular Anarquista (COMPA / MG) e a Coordenação Anarquista Brasileira (CAB) convidam todxs para a atividade "A crise e a atual conjuntura política numa perspectiva anarquista", que será realizada dia 12 de outubro em Belo Horizonte.

Neste momento de crise econômica e política no Brasil, com cortes de direitos e medidas de austeridade sendo tomados pelo governo em todas as suas esferas, sentimos que é necessário forjarmos um debate crítico e que aponte perspectivas para a nossa militância nas lutas sociais em que estamos inseridxs. Um momento que exige firmeza, posicionamento e a construção de uma outra proposta de luta para além das eleições, do estado, da ilusão na justiça burguesa e das burocracias nos sindicatos e movimentos sociais. 

Nesse sentido, convidamos todas e todos para pensarmos juntxs alternativas e possibilidades para enfrentarmos essa crise, resistirmos aos ataques do governo e construirmos coletivamente uma luta anticapitalista e antiautoritária, como dizem os Zapatistas, por baixo e pela esquerda.

A atividade será realizada dia 12/10/2015, segunda-feira, às 15h no Espaço Fôlego Cultural (Rua da Bahia 1176, Centro), e contará com diversos materiais anarquistas para venda e distribuição, como livros, revistas, jornais, panfletos, cartilhas etc.

Para contato, acesse o facebook do COMPA ou nos comunique via e-mail: compabh[arroba]riseup.net.

Nos vemos lá!

Arriba lxs que luchan!!!

domingo, 20 de setembro de 2015

Saudação do COMPA à fundação da FARPA - Federação Anarquista dos Palmares



Companheiras e companheiros do então Coletivo Anarquista Zumbi dos Palmares (CAZP) e do então Coletivo Libertário Delmirense (COLIDE), de Alagoas,

Nós do Coletivo Mineiro Popular Anarquista (organização-irmã de Minas Gerais) saudamos a fundação da Federação Anarquista dos Palmares, a mais nova organização especifista do Brasil, resultado da junção das organizações CAZP e COLIDE. Saudamos com muito entusiasmo por entendermos ser esse um grande passo do anarquismo no nordeste e no Brasil, pois reflete o avanço na organização das e dos anarquistas na região e a sua inserção social nas lutas populares de Alagoas.

Avanço esse que não veio por acaso: são mais de 10 anos que o CAZP vem militando nas lutas sociais do povo alagoano, enraizando anarquismo, fortalecendo nossa bandeira e semeando resistência e ação-direta nas terras de Zumbi. Tal como a companheirada do CAZP, também as e os compas do COLIDE têm papel destacado nesse processo, pois, mesmo sendo uma organização mais nova, nos seus anos de existência atuou com empenho e dedicação no interior do estado, ampliando o campo de presença do socialismo libertário na vida dxs trabalhadorxs, exploradxs e oprimidxs.

Nesse momento particular de crise pelo qual passa o país, entendemos que se faz mais oportuno e necessário ainda esse fortalecimento do anarquismo no norte e nordeste, que não se dá somente com a fundação da FARPA, mas também com o avanço na integração das organizações anarquistas da região. Em 2014, 6 organizações anarquistas finalizaram o 5º encontro regional do Norte e Nordeste, possibilitando aprofundar os debates, ajustar questões de organização no nível regional e encaminhar resoluções importantes para a luta no Norte-NE do Brasil.

Para resistir e avançar é preciso organização, disciplina e estratégia, e é nesse sentido que as companheiras estão caminhando e mostrando como se faz. Em meio à efervescência política que abrange toda a esfera nacional e que exige firmeza, posicionamento e a construção de um programa revolucionário de caráter libertário no seio de nossas lutas populares, a fundação da FARPA nos revigora os ânimos e nos dá a certeza de que, com tropeços e acertos, humildade e convicção ideológica, o anarquismo segue se enraizando nos quatro cantos do país, marcando presença, construindo uma outra proposta de luta que esteja para além das eleições, do estado, da ilusão na justiça burguesa e das burocracias nos sindicatos e movimentos sociais. Uma proposta que não repita o maisdo-mesmo da esquerda que legitima a alternativa pelo andar de cima, que aparelha os movimentos sociais e que breca a organização de base, mas que seja oriunda da revolta e da capacidade de traduzi-la em Poder Popular nos vários setores oprimidos da sociedade.

A revolta contra as injustiças, a opressão e a exploração que incandesce os nossos corações em Minas Gerais e no sudeste é a mesma que incandesce no sul, centro-oeste, norte e nordeste. É a mesma que um dia vibrou os corações dxs trabalhadorxs e do povo oprimido no Brasil, Uruguai, Argentina, Chile, Cuba, Rússia, Espanha, Itália, Bulgária, América do Norte, Ásia, Oceania e em todo mundo. É a mesma que hoje dá forças ao povo Curdo na luta contra o Estado Islâmico, a Turquia e o estado da Síria, ao passo que promove uma Revolução Social com caráter federalista, libertário e feminista. É a mesma que ergueu os zapatistas. E é também a mesma que despertou Zumbi, Dandara e todo o povo de Palmares e dos quilombos na luta contra a escravidão, de quem a FARPA dignamente lega a rebeldia e a resistência.

É essa revolta que nos une e que nos faz internacionalistas. É essa revolta que nos une e que dá substância e vida à solidariedade de classe. É dessa revolta que nasce a nossa ideologia anarquista! Longa vida ao anarquismo, longa vida à FARPA!

"Aos que tem tudo: NADA!
Aos que tem nada: TUDO!
Clã Nordestino mudou minha visão de mundo!" - Manifesto, música do Clã Nordestino.

FORTALECER O ESPECIFISMO EM ALAGOAS, NO NORDESTE E NO BRASIL!
VIVA A FARPA!
VIVA O ANARQUISMO!

Belo Horizonte, 17 de setembro de 2015

COMPA - Coletivo Mineiro Popular Anarquista

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

CONTRA A PEC 215! VIVA AS LUTAS DOS POVOS INDÍGENAS! VIVA O PODER POPULAR!




O COMPA solidariza-se através desta com os povos indígenas em sua luta pelo direito à terra.

A questão da terra no Brasil, e no mundo, tem tomado proporções cada vez maiores e mais violentas.
As forças do capital, sempre movidas pela sandice do poder político e econômico não veem barreiras e a todas e todos querem esmagar de modo cruel. São indiferentes ante o assassinato de pessoas de todas as idades, são insensíveis à diversidade de culturas, são frios ante a necessidade de conservação da natureza. Neste sentido podemos dizer que os valores do capital são contrários aos valores da vida.
No Brasil sentimos isso de diversos modos, seja na cidade, seja no campo, seja na floresta.
A especulação imobiliária e as indústrias na cidade, o agronegócio e a mineração nas áreas de campo e floresta mostram suas garras monstruosas por onde passam. O rastro de sangue e de dor se espalha cada vez mais.
Exemplo cruel disto é a PEC 215 – que transfere a demarcação das terras indígenas do poder executivo para o legislativo.
Somos contra tal medida e fazemos voz aos que consideram essa medida como mais uma declaração de inimizade e guerra do governo do PT aos povos originários.
Somos contra o genocídio instaurado contra diversas nações por fazendeiros e madeireiros e aqui, lembramos de modo supremo os Guarani Kaiowá.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

[FARJ] A simbologia de nossa bandeira


Toda organização, movimento social ou entidade dos trabalhadores tem sua simbologia. Um desses símbolos são as bandeiras. As bandeiras são utilizadas como forma de mobilizar, inspirar e propagandear uma determinada luta, uma determinada proposta política ou demanda social. No anarquismo não poderia ser diferente. As/os anarquistas optaram por usar diferentes simbologias para expressar sua ideologia política rebelde, as mais utilizadas no entanto, foram a bandeira negra e a bandeira vermelha e negra.

A história desses símbolos é geralmente difícil de se rastrear. Segundo Jason Wehling o primeiro caso registrado é reservado a anarquista Louise Michel, famosa participante na Comuna de Paris de 1871. De acordo com o historiador George WoodCock, Louise Michel ergueu a bandeira negra em 9 de Março de 1883, durante uma passeata de desempregados em Paris, na França. A passeata contava com 500 pessoas e Louise Michel à frente do cortejo gritando: “Pão, trabalho ou comando!”. Outro relato, reportado por Paul Avrich afirmou que em 27 de Novembro de 1884, a bandeira negra foi erguida em Chicago, durante uma passeata Anarquista. Provavelmente essa bandeira se difundiu ainda mais com a morte dos “Mártires de Chicago”, mortos pelo governo norte-americano, após uma farsa judicial. O preto era o luto, que representava a negação da nação, mas também a cor de quem não irá se render: é a expressão da determinação da luta. O negro também é a soma de todas as cores, representando a diversidade dos atores sociais mobilizados na luta anarquista que quer pôr fim ao Estado, ao capitalismo e as opressões. É a cor da luta negra, quilombola, rebelde.


quinta-feira, 9 de julho de 2015

De 1936 a 2015: as revoluções espanhola e curda, o caráter libertário e o protagonismo das mulheres



Os processos libertários não recebem o reconhecimento nem visibilidade que merecem, assim como as mulheres inseridas nesses processos, que sempre lutaram, mas nem sempre foram lembradas.

Em respeito e lembrança aos processos libertários, homenageando desde as Mujeres Libres da Espanha (1936), a atual luta das guerreiras curdas do YPJ, e ao protagonismo na luta por moradia e vida digna das mulheres das ocupações urbanas de Belo Horizonte e região metropolitana, nos 79 anos da Revolução Espanhola, o COMPA convida para debate e confraternização, dia 19 de Julho, no Espaço Comum Luiz Estrela

PROGRAMAÇÃO:

14:00 hrs: Musicas revolucionárias + Exposição e venda de livros e materiais Anarquistas pela Livraria Anarquista Avelino Fóscolo + Venda de comida vegana e cerveja pelas cooperativas Las adelitas e Caracol Cooperativa.

15:00 hrs: Exibição do filme "Indomábles: Una História de Mujeres Libres".

16:00 hrs: Debate Aberto sobre o filme e o tema da atividade: O caráter Libertário e o protagonismo das mulheres.

18:30 hrs: Show com a banda Tempero - Son Cubano

quinta-feira, 2 de julho de 2015

[CAB/COMPA] Toda solidariedade à luta das 8 mil famílias das Ocupações da Izidora (MG)!

Retirado de: http://anarquismo.noblogs.org/?p=235


Acompanhamos o drama das 8 mil famílias das três ocupações da Região da Izidora (Rosa Leão, Esperança e Vitória) em Belo Horizonte, Minas Gerais. Manifestamos toda solidariedade à luta dessas famílias e repúdio à forma como o governo Pimentel (PT) está tratando o caso, com cinismo, repressão e terror psicológico.

A luta destas milhares de famílias é em defesa de um direito básico que deveria ser assegurado pelo próprio Estado que hoje criminaliza, reprime e despeja. Em Belo Horizonte o déficit habitacional ultrapassa a casa das 70 mil famílias sem teto. Em Minas Gerais, o déficit chega a 6 milhões. É por conta desta dura realidade, somada ao fator da especulação imobiliária que faz com que o povo pobre seja expulso das proximidades da região central para as margens, que surgem as inúmeras ocupações urbanas.

domingo, 21 de junho de 2015

[FTA] Nota da FTA sobre a situação da Izidora, a escalada repressiva do governo Pimentel e as mentiras da mídia. Um chamado de solidariedade, não ao Despejo!



A Frente Terra e Autonomia vem a público demonstrar seu repúdio absoluto às práticas brutais e antidemocráticas do governo do PT (Partido dos Trabalhadores), através do governador Fernando Pimentel, contra as moradoras e moradores das ocupações da Izidora - Rosa Leão, Vitória e Esperança, em todo o processo de "negociação", na repressão do dia 19 de junho e na ameaça de um massacre a ser realizado.

CONTEXTUALIZAÇÃO: A QUESTÃO DA IZIDORA, AS PROMESSAS DE GOVERNO, A MESA DE NEGOCIAÇÃO E OS PODERES ECONÔMICO E ESTATAL

O então candidato a governador do estado Fernando Pimentel selou aliança com os movimentos sociais a partir da garantia da existência de espaços democráticos de negociação visando amenizar o drama do déficit habitacional em Minas Gerais sob a égide do lema “despejo zero”. No entanto, o agora eleito governador Fernando Pimentel, ainda que tendo instituído uma mesa de negociação entre os movimentos sociais, os moradores de ocupação, os empresários e o próprio governo tem se mostrado não um homem público preocupado com os direitos das cidadãs e cidadãos e principalmente as pessoas mais empobrecidas pelo capitalismo mas mais um facínora defensor daqueles que defendem o lucro e não a vida.

sábado, 21 de março de 2015

Cine & Debate: A Comuna de Paris numa perspectiva anarquista


"Estamos aqui pela humanidade" - Comuna de Paris, 1871

Companheiras e companheiros!

Em ocasião dos 144 anos da Comuna de Paris (18 de março de 1871), um dos acontecimentos mais importantes da história da classe trabalhadora, o COMPA convida a todas e a todos para a atividade que será realizada na próxima quarta-feira, dia 25 de março, às 19:30h no Espaço Fôlego Cultural (R. da Bahia, 1176, Centro):

Cine & Debate: A Comuna de Paris numa perspectiva anarquista

Nesta atividade exibiremos o filme "La Commune (Paris, 1871)", um drama dirigido por Peter Watkins que retrata a história daquele que foi se não o maior, um dos maiores acontecimentos protagonizados pela classe trabalhadora no mundo, quando os operários tomaram para si a direção da economia, da política e instauraram a autogestão em todos os âmbitos sociais.

Após o filme, teremos um debate com o companheiro Carlos Frankiw, anarquista e historiador que conversará conosco um pouco sobre o que foi a Comuna e a sua relação com a ideologia anarquista. O filme começará no máximo às 20h, para não extrapolar o tempo limite da atividade.

Livros anarquistas e comida vegana estarão a venda!

Dedicamos esta atividade pública à grande anarquista Louise Michel, uma militante que teve participação notória no processo da Comuna de Paris.

A entrada é franca. Venham todxs!

Link para o evento no facebook: https://www.facebook.com/events/363590633832907/

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

[RL] Quem é Lucy Parsons? A mitologização e a re-apropriação de uma heroína radical. (Casey Williams)

História do anarquismo, feminismo e anarcofeminismo.

Compartilhamos a tradução do texto Quem é Lucy Parsons? A mitologização e a re-apropriação de uma heroína radical, de Casey Williams pela Rusga Libertária, organização anarquista de Mato Grosso integrante da Coordenação Anarquista Brasileira.


É o que se segue.

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Estamos compartilhando aqui nosso primeiro trabalho de tradução. Queremos deixar claro que estamos passíveis de erros em alguns trechos, o material ainda passa por uma revisão mais minuciosa. Resolvemos publicar pelo tempo que ficamos pendentes em compartilhar esse material traduzido. Que fala um pouco da vida de uma importante anarquista norte-americana, Lucy Parsons. Estamos abertos para sugestões e revisões solidárias.
Forte Abraço e boa leitura!
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QUEM É LUCY PARSONS? A MITOLOGIZAÇÃO E A RE-APROPRIAÇÃO DE UMA HEROÍNA RADICAL.*
Casey Williams 
*Anarcho-Syndicalist Review número 47, Verão, 2007. Colaborador: CREAGH Ronald. Por citar essa página: WILLIAMS, Casey. “Whose Lucy Parsons? The mythologizing and re-appropriation of a radical hero”. Edição: 23 de Dezembro de 2007. [Online].
Parsons Lucy portrait
    Como uma anarquista radical, Lucy Parsons dedicou mais de sessenta anos de sua vida a lutar pela classe trabalhadora norte-americana e pobre.1 Uma oradora habilidosa e escritora apaixonada, Parsons desempenhou um papel importante na história do radicalismo norte-americano, especialmente no movimento operário da década de 1880, e permaneceu uma força ativa até sua morte em 1942. A única pergunta da qual ela nunca se desviou foi “como levantar a humanidade da pobreza e desespero?”.2 Com essa questão impulsionando o trabalho de sua vida, Parsons foi ativa em uma infinidade de organizações radicais, incluindo o Socialist Labor Party (Partido Socialista Trabalhista), a International Working People’s Association (Associação Internacional das Pessoas Trabalhadoras) e a Industrial Workers of the World(Trabalhadores Industriais do Mundo). Paralelamente com seu longo envolvimento no movimento trabalhista norte-americano, estava sua solida visão de uma sociedade anarquista, filosofia que era a base de sua crítica às instituições econômicas e políticas opressivas dos Estados Unidos da América.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

[FAG] Não se intimidar, não desmobilizar! Toda nossa solidariedade ao companheiro Vicente!


Janeiro de 2015, às vésperas da retomada das lutas contra o aumento das passagens e em defesa de um transporte 100% púbico em Porto Alegre, recebemos a notícia da sentença dada ao companheiro Vicente, militante da FAG e lutador social do Bloco de Luta pelo Transporte Público de Porto Alegre. Vicente está sendo condenado a um ano e meio de prisão por dano ao patrimônio público e crime ambiental, “crimes” que teria cometido em Abril de 2013 durante uma manifestação do Bloco de Luta em frente a Prefeitura de Porto Alegre. Trata-se da primeira condenação em Porto Alegre e para nós uma clara tentativa de intimidar e colocar medo no conjunto de lutadores e organizações que estão rearticulando as lutas nesse início de 2015. Um expediente político e histórico utilizado pelos setores dominantes de nossa cidade e de todo o mundo: o encarceramento dos que se levantam. Não nos desmobilizaremos e a nossa solidariedade será militante e nas ruas!!!


E a criminalização continua…

O fato de a condenação nos ter sido comunicada apenas uma semana antes do primeiro protesto do ano do Bloco de Lutas pelo Transporte Público é tudo menos uma obra do acaso ou de um processo regular do poder judiciário. Inicia-se o ano e ao mesmo tempo se começa a mexer nos processos que estavam tramitando desde 2013: adicionando nomes à alguns, novos crimes à outros. O processo neste contexto busca ter o mesmo efeito de uma bala de borracha ou de uma bomba de efeito moral: uma tentativa de intimidar e freiar as lutas nas ruas que ousam questionar os lucros dos empresários e os conchavos já evidente das empresas com os poderes públicos.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

[FARJ] Sectarismo e vanguardismo – Debatendo um problema na esquerda




O sectarismo é a intolerância com as posições, opiniões, ideologias ou práticas diferentes das suas ou de seu movimento, organização, grupo etc. Vem acompanhada da arrogância, vaidade e oportunismo, colocados acima da luta pela transformação social. Assim, uma prática sectária vai pautar a política pela diferença, afirmando-se pela negação e denuncismo do outro, buscando o conflito em vez do consenso coletivo e do debate fraterno.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

[RL] Crônica para 2014: Bye bye 2014, a última ficha caiu!



Bye bye 2014. Em verdade, saudades saudades não é bem o que vamos sentir. Por outro lado, bem vindo 2015, O POVO VAI CONTINUAR LUTANDO! Vai ter luta, como, provavelmente, assim disseram muitos em 1964.

domingo, 28 de dezembro de 2014

Não ao aumento! Não à tarifa!



Mobilidade urbana e Tarifa Zero.

Precisamos articular uma luta prolongada, de base, militante, no centro e nas periferias da região metropolitana. Integrar as lutas dos ônibus com cartão Bhtrans (capital) e com cartão Ótimo (região metropolitana), para conseguirmos pressionar de fato os capitães da oligarquia do "transporte público".

O "bixo tem que pegar", e o "bixo não pega" se o povo não estiver mobilizado.

ps.: Não devemos nos esquecer que só neste ano de 2014 a tarifa de BH aumentou duas vezes, passando de R$2,65 para R$3,10. Ou seja, absurdos R$0,45 centavos. Se não nos mobilizarmos permanentemente, grandes mobilizações como as Jornadas de Junho de 2013, no que diz respeito à conquista da pauta da tarifa, são perdidas em questão de meses. Não bastam grandes manifestações espontâneas aqui e ali. Devemos nos organizar pela base e fazer um trabalho duradouro e determinado.

Segue matéria do Hoje em Dia relatando o segundo aumento da tarifa de 2014:
"Após o anúncio nessa sexta-feira (26) do aumento de tarifas para táxis e ônibus intermunicipais da Região Metropolitana de Belo Horizonte em 12,78%, agora é a vez dos moradores da capital que dependem do transporte coletivo prepararem o bolso. A partir de segunda-feira (29), as tarifas já estarão mais altas. A prefeitura anunciou reajuste médio de 8,49% nas passagens dos ônibus e dos táxis-lotação.
Na capital, o preço de 80% das linhas passará dos atuais R$ 2,85 para R$ 3,10, mesmo valor para a integração com o metrô. As passagens para os demais coletivos vão variar de R$ 0,70, no caso das linhas que atendem vilas e favelas, até R$ 5,80, preço que passará a ser cobrado na linha executiva que liga a Savassi à Cidade Administrativa, sede do Executivo estadual.
Segundo a BHTrans, empresa que gerencia o trânsito e o transporte coletivo da capital, o aumento é necessário para cobrir o aumento de custos do sistema, principalmente com mão de obra e óleo diesel. No anúncio do aumento a prefeitura alegou que o reajuste nos últimos cinco anos ficou abaixo da inflação acumulada no período.
A Secretaria de Estado de Transporte e Obras Públicas (Setop) usou justificativa semelhante para definir o aumento nas 745 linhas que atendem os 34 municípios da região metropolitana da capital e transportam uma média diária de 823 mil pessoas.
Segundo a Setop, o reajuste inclui o aumento de 8,65% nos custos e outros porcentuais como os relativos ao aumento salarial dos rodoviários e à modernização da frota. Com o aumento, os preços das passagens vão variar entre R$ 2,60 a R$ 36,05. Os táxis metropolitanos terão reajuste de 8,21%."

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

[FAG] Memória, Verdade e Justiça | 50 do Golpe Civil-Militar, 46 anos do AI-5

Foto: Reunião do Conselho de Segurança Nacional que aprovou o AI-5

Para os(as) que tombaram lutando… Nem um dia sem memória!…
Para os torturadores e mandantes… Nem um minuto de sossego!
Não esquecemos e nem perdoamos!

O ano de 1968 foi um dos mais agitados e combativos da década de 1960 no Brasil e no mundo. Protestos, passeatas, greves, mobilizações, manifestações, etc. tomavam as ruas das grandes cidades brasileiras levando grandes massas da população para protestar nas Boulevard tupiniquins. De forma distinta dos europeus, os latino-americanos situados no Brasil denunciavam as prisões, seqüestros, desaparições, torturas e mortes que se acumulavam após o golpe de Estado civil-militar de 1º de abril de 1964.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

[FARJ] Nota de repúdio às perseguições políticas no Rio de Janeiro


A Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ) organização integrante da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB) vem repudiar as recentes prisões e mandados de prisão contra vários ativistas cariocas.

A criminalização de militantes, organizações e movimentos sociais só mostra cada vez mais que a luta popular é tratada pelos poderes instituídos como caso de polícia. Não é coincidência, que tal procedimento de perseguição, se dê, justamente perto de um novo anúncio de aumento das tarifas dos transportes públicos no Rio de Janeiro!

A resposta das organizações políticas, movimentos e militantes deve ser dada com organização e luta! Não aceitaremos a perseguição do Estado e continuaremos a nos organizar, nas bases e nas ruas!

Protestar não é crime!
Liberdade para Igor Mendes!
Liberdade para Rafael Braga!
Liberdade para todos os lutadores e lutadoras presos e perseguidos/as!!

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Declaração do V Encontro do Norte e Nordeste das Organizações Anarquistas Especifistas – 2014

Retirado de: http://www.resistencialibertaria.org/index.php?view=article&id=140

DECLARAÇÃO DO V ENCONTRO DO NORTE E NORDESTE DAS ORGANIZAÇÕES ANARQUISTAS ESPECIFISTAS – 2014

“[...] A revolução universal é a revolução social, é a revolução simultânea do povo dos campos e das cidades
Mikhail Bakunin

Reunidos nos dias 28, 29 e 30 de Novembro de 2014, em Maceió, o V Encontro do Norte e Nordeste das Organizações Anarquistas Especifistas cravaram de forma solida e madura um espaço permanente e fértil para os debates políticos, acúmulos organizativos, fomento da luta, solidariedade e trocas de experiências.