segunda-feira, 10 de novembro de 2014

[LAAF] Faleceu Robson Achiamé: pesar e homenagem


É com pesar que recebemos a notícia do falecimento de Robson Achiamé neste domingo 09/11/2014, editor fundador da Editora Achiamé, no Rio de Janeiro. Achiamé morre no mesmo dia em que ocorria a 5ª Feira Anarquista de São Paulo, que contou com a disposição e inúmeras publicações de sua editora. Achiamé contribuiu de forma expressiva para o anarquismo no Brasil, editando e publicando diversos livros desde os anos 70, ainda durante a ditadura militar, na dura missão, com outras e outros companheiras/os de mesma época, de manter vivo o anarquismo no país em tempos de recuo e re-ascensão.

A LAAF lamenta seu falecimento e presta a humilde, sincera e devida homenagem a este grande nome do anarquismo brasileiro, que, por seu trabalho, nos permitiu o acesso a publicações de temas diversos dentro do anarquismo, ao estudo e ao aprofundamento teórico, incluindo títulos que temos à venda.

Achiamé vive!
Viva o Anarquismo!

Livraria Anarquista Avelino Fóscolo

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

[LAAF] Renovando o estoque para 2015!

Retirado de: http://livraria.coletivocompa.org/2014/11/laaf-renovando-o-estoque-para-2015.html

Compas! Novas publicações chegam para renovar a Livraria Anarquista Avelino Fóscolo para o ano de 2015!

Confira abaixo alguns dos títulos recém-chegados para venda. Em breve publicaremos mais fotos de outros títulos que também estão no estoque.

Contato: compabh[arroba]riseup.netwww.facebook.com/ColetivoCOMPA ou por comentários aqui no blog (menos indicado).







sábado, 1 de novembro de 2014

Solidariedade ao povo mexicano na luta pel@s 43 estudantes sumid@s em 26 de setembro



Há mais de um mês estão desaparecid@s 43 estudantes de uma Escola Normal Rural, situada na cidade de Ayotzinapa, por parte de uma ação conjunta entre a Polícia mexicana e um cartel de drogas da região. O ataque das forças policiais e do cartel foi realizado em 26 de setembro, após uma atividade de estudantes que tinha como objetivo levantar recursos para a participação das manifestações na capital do país, Cidade do México, em memória ao aniversário do Massacre de Tlatelolco (quando, em 1968, foram assassinados quase 300 estudantes pela polícia após protestos populares)¹. Desde então, @s estudantes estão sumid@s e o governo mexicano tem sido pouco claro e conclusivo em suas declarações a respeito do sumiço e do que realmente ocorreu.

As escolas normais nasceram como fruto da Revolução Mexicana de 1914-1919. A partir dos anos 1920, a educação mexicana assumiu um caráter socialista/libertário que proporcionou nos anos seguintes aos 30, apesar de sua institucionalização nas décadas seguintes, grande participação popular envolvendo pais, alunos, professores e interessados na construção de um modelo educacional que proporcionasse a unificação da educação e da comunidade. Agregando aos métodos educacionais a tradição indígena que enraíza a cultura local, os conselhos de anciãos, de terras comunais e de autogoverno, as escolas normais potencializavam a luta local contra a dominação de reformas neoliberais do estado mexicano. Apesar de diversas tentativas de desarticulação das escolas normais, das 29 unidades da rede, 13 ainda sobrevivem de maneira horizontal e autogerida, dando continuidade às suas propostas originais, sendo a escola Normal Rural Raúl Isidro Burgos, em Ayotzinapa no estado de Guerrero, uma destas experiências; especificamente, onde se formavam os 43 estudantes sumidos pelo estado mexicano.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

[CALC] Quatro anos do Coletivo Anarquista Luta de Classe! Nenhum passo atrás! Firmes na organização por uma Sociedade Socialista Libertária!

Retirado de: http://anarquismopr.org/2014/10/31/quatro-anos-do-coletivo-anarquista-luta-de-classe-nenhum-passo-atras-firmes-na-organizacao-por-uma-sociedade-socialista-libertaria/

Há exatos quatro anos atrás, 31 de outubro de 2010, o Coletivo Anarquista Luta de Classe (CALC) se apresenta publicamente por meio de seu documento de lançamento: Carta de Apresentação do CALC.
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O CALC, mesmo em pouco tempo história até agora, busca formar um espaço de militância e organização para os anarquistas do Paraná com o objetivo de inseri-los de forma organizada nas lutas que acontecem no nosso estado. Desde sua fundação, o CALC é formado por militantes engajados na luta comunitária e estudantil.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

[CAB] Nota de repúdio à difamação política




A Coordenação Anarquista Brasileira (CAB) vem a público emitir uma nota de repúdio às difamações que vem sofrendo durante este período eleitoral por parte de determinados setores e, recentemente, de um coletivo de mídia alternativa. Estes vêm insinuando de maneira covarde ou afirmando categoricamente que membros da nossa corrente (especifista) vêm apoiando o voto crítico no governo Dilma, com o claro intuito de atacar nossa Coordenação.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

[FAG] Lutar e vencer fora das urnas – Opinião Anarquista sobre o 2º turno das eleições

“ Não temos nada a oferecer, hoje, àqueles e àquelas que pensam as eleições burguesas como um meio mais fácil, rápido e eficaz de resolução dos nossos problemas enquanto povo. O que temos a oferecer é um espaço de organização, um projeto coletivo a se construir no cotidiano das lutas por melhores condições de vida e um horizonte Socialista e Libertário. Não estamos falando de algo para um amanhã que nunca chega e sim da forja diária de valores combativos, de lutas por conquistas parciais no marco de conquistas estratégicas, de acúmulo de forças e de experiências coletivas que não são perdidas tão facilmente na troca de governos de turno.

Outubro de 2014

Os resultados parciais das eleições para o governo federal em 1° turno repetem a polarização entre o PT e o PSDB dos últimos 20 anos. Votos brancos, nulos e abstenções chegaram perto de alcançar 30% dos eleitores. O congresso nacional teve pouca renovação e posições conservadoras lograram um avanço. Ao que tudo indica o governo Dilma terá no próximo dia 25 de outubro uma disputa apertada com o candidato Aécio Neves.


Em nosso Ato Público de 20 de setembro reafirmamos que a via eleitoral é bloqueada pelos poderes econômicos, pelos mecanismos conservadores do Estado e pelos oligopólios da mídia para fazer mudanças que atinjam as estruturas do poder dominante. Trocando em miúdos, quem faz carreira e se habilita a governar com o sistema, pelo sistema é governado. O espaço de manobras da política dentro das instituições e as relações de poder que a fazem funcionar é marginal e controlado para que nada saia da ordem de coisas estabelecida.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

[FARJ] Solidariedade à resistência popular e feminina Curda


A guerra civil na Síria trouxe novos elementos para a conjuntura da região curda. Inspirados em diversas tradições populares de resistência, um setor significativo dos curdos participa de uma experiência que deve ser olhada com atenção por todos os setores revolucionários.

Os curdos tem uma história longa de revoltas contra a opressão realizada por diversos Estados-nação. O chamado Curdistão não é um Estado nacional, mas uma território (“terra dos curdos”) que abrange partes do Iraque, Síria, Irã, Armênia e Arzeibajão, onde vivem aproximadamente 26 milhões de pessoas. A guerra civil na Síria propiciou a emergência do grupo de extrema-direita Estado Islâmico (ISIS) que pretende construir inicialmente um califado nas regiões do Iraque e da Síria. O grande problema é que o ISIS avança sobre amplos territórios, na perspectiva de construção de um Estado islâmico de extrema-direita que teria conseqüências funestas para o futuro da classe trabalhadora (e principalmente das mulheres) em toda região. O imperialismo protagonizado pela OTAN (que em grande medida é parte do problema) realiza seu “teatro” de guerra, aguardando o ISIS massacrar a resistência popular curda em Kobanê, para provavelmente fazer a intervenção no momento mais adequado e impor seus governos fantoches já com a derrota do protagonismo do povo curdo.

Nesse exato momento, setores populares e revolucionárias/os lutam com escassos recursos em áreas liberadas contra o Estado Islâmico. que incluem assembleias populares, conselhos (com equilíbrio étnico) e a formação de um braço armado feminino (ligado ao PKK), o YPJ. Nesse momento de crise a nossa solidariedade deve ser uma solidariedade de classe que ultrapasse as fronteiras políticas dos Estados-nacionais e as divisões no interior da classe trabalhadora. A luta popular curda decidirá em grande medida o destino daquela região, frente a extrema-direita fascista do ISIS, a omissão planejada da ONU e o imperialismo da OTAN. Por isso devemos apoiar ativamente a luta popular curda!

Todo apoio a resistência popular curda! Kobane vencerá!