quinta-feira, 2 de julho de 2015

[CAB/COMPA] Toda solidariedade à luta das 8 mil famílias das Ocupações da Izidora (MG)!

Retirado de: http://anarquismo.noblogs.org/?p=235


Acompanhamos o drama das 8 mil famílias das três ocupações da Região da Izidora (Rosa Leão, Esperança e Vitória) em Belo Horizonte, Minas Gerais. Manifestamos toda solidariedade à luta dessas famílias e repúdio à forma como o governo Pimentel (PT) está tratando o caso, com cinismo, repressão e terror psicológico.

A luta destas milhares de famílias é em defesa de um direito básico que deveria ser assegurado pelo próprio Estado que hoje criminaliza, reprime e despeja. Em Belo Horizonte o déficit habitacional ultrapassa a casa das 70 mil famílias sem teto. Em Minas Gerais, o déficit chega a 6 milhões. É por conta desta dura realidade, somada ao fator da especulação imobiliária que faz com que o povo pobre seja expulso das proximidades da região central para as margens, que surgem as inúmeras ocupações urbanas.

domingo, 21 de junho de 2015

[FTA] Nota da FTA sobre a situação da Izidora, a escalada repressiva do governo Pimentel e as mentiras da mídia. Um chamado de solidariedade, não ao Despejo!



A Frente Terra e Autonomia vem a público demonstrar seu repúdio absoluto às práticas brutais e antidemocráticas do governo do PT (Partido dos Trabalhadores), através do governador Fernando Pimentel, contra as moradoras e moradores das ocupações da Izidora - Rosa Leão, Vitória e Esperança, em todo o processo de "negociação", na repressão do dia 19 de junho e na ameaça de um massacre a ser realizado.

CONTEXTUALIZAÇÃO: A QUESTÃO DA IZIDORA, AS PROMESSAS DE GOVERNO, A MESA DE NEGOCIAÇÃO E OS PODERES ECONÔMICO E ESTATAL

O então candidato a governador do estado Fernando Pimentel selou aliança com os movimentos sociais a partir da garantia da existência de espaços democráticos de negociação visando amenizar o drama do déficit habitacional em Minas Gerais sob a égide do lema “despejo zero”. No entanto, o agora eleito governador Fernando Pimentel, ainda que tendo instituído uma mesa de negociação entre os movimentos sociais, os moradores de ocupação, os empresários e o próprio governo tem se mostrado não um homem público preocupado com os direitos das cidadãs e cidadãos e principalmente as pessoas mais empobrecidas pelo capitalismo mas mais um facínora defensor daqueles que defendem o lucro e não a vida.

sábado, 21 de março de 2015

Cine & Debate: A Comuna de Paris numa perspectiva anarquista


"Estamos aqui pela humanidade" - Comuna de Paris, 1871

Companheiras e companheiros!

Em ocasião dos 144 anos da Comuna de Paris (18 de março de 1871), um dos acontecimentos mais importantes da história da classe trabalhadora, o COMPA convida a todas e a todos para a atividade que será realizada na próxima quarta-feira, dia 25 de março, às 19:30h no Espaço Fôlego Cultural (R. da Bahia, 1176, Centro):

Cine & Debate: A Comuna de Paris numa perspectiva anarquista

Nesta atividade exibiremos o filme "La Commune (Paris, 1871)", um drama dirigido por Peter Watkins que retrata a história daquele que foi se não o maior, um dos maiores acontecimentos protagonizados pela classe trabalhadora no mundo, quando os operários tomaram para si a direção da economia, da política e instauraram a autogestão em todos os âmbitos sociais.

Após o filme, teremos um debate com o companheiro Carlos Frankiw, anarquista e historiador que conversará conosco um pouco sobre o que foi a Comuna e a sua relação com a ideologia anarquista. O filme começará no máximo às 20h, para não extrapolar o tempo limite da atividade.

Livros anarquistas e comida vegana estarão a venda!

Dedicamos esta atividade pública à grande anarquista Louise Michel, uma militante que teve participação notória no processo da Comuna de Paris.

A entrada é franca. Venham todxs!

Link para o evento no facebook: https://www.facebook.com/events/363590633832907/

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

[RL] Quem é Lucy Parsons? A mitologização e a re-apropriação de uma heroína radical. (Casey Williams)

História do anarquismo, feminismo e anarcofeminismo.

Compartilhamos a tradução do texto Quem é Lucy Parsons? A mitologização e a re-apropriação de uma heroína radical, de Casey Williams pela Rusga Libertária, organização anarquista de Mato Grosso integrante da Coordenação Anarquista Brasileira.


É o que se segue.

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Estamos compartilhando aqui nosso primeiro trabalho de tradução. Queremos deixar claro que estamos passíveis de erros em alguns trechos, o material ainda passa por uma revisão mais minuciosa. Resolvemos publicar pelo tempo que ficamos pendentes em compartilhar esse material traduzido. Que fala um pouco da vida de uma importante anarquista norte-americana, Lucy Parsons. Estamos abertos para sugestões e revisões solidárias.
Forte Abraço e boa leitura!
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QUEM É LUCY PARSONS? A MITOLOGIZAÇÃO E A RE-APROPRIAÇÃO DE UMA HEROÍNA RADICAL.*
Casey Williams 
*Anarcho-Syndicalist Review número 47, Verão, 2007. Colaborador: CREAGH Ronald. Por citar essa página: WILLIAMS, Casey. “Whose Lucy Parsons? The mythologizing and re-appropriation of a radical hero”. Edição: 23 de Dezembro de 2007. [Online].
Parsons Lucy portrait
    Como uma anarquista radical, Lucy Parsons dedicou mais de sessenta anos de sua vida a lutar pela classe trabalhadora norte-americana e pobre.1 Uma oradora habilidosa e escritora apaixonada, Parsons desempenhou um papel importante na história do radicalismo norte-americano, especialmente no movimento operário da década de 1880, e permaneceu uma força ativa até sua morte em 1942. A única pergunta da qual ela nunca se desviou foi “como levantar a humanidade da pobreza e desespero?”.2 Com essa questão impulsionando o trabalho de sua vida, Parsons foi ativa em uma infinidade de organizações radicais, incluindo o Socialist Labor Party (Partido Socialista Trabalhista), a International Working People’s Association (Associação Internacional das Pessoas Trabalhadoras) e a Industrial Workers of the World(Trabalhadores Industriais do Mundo). Paralelamente com seu longo envolvimento no movimento trabalhista norte-americano, estava sua solida visão de uma sociedade anarquista, filosofia que era a base de sua crítica às instituições econômicas e políticas opressivas dos Estados Unidos da América.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

[FAG] Não se intimidar, não desmobilizar! Toda nossa solidariedade ao companheiro Vicente!


Janeiro de 2015, às vésperas da retomada das lutas contra o aumento das passagens e em defesa de um transporte 100% púbico em Porto Alegre, recebemos a notícia da sentença dada ao companheiro Vicente, militante da FAG e lutador social do Bloco de Luta pelo Transporte Público de Porto Alegre. Vicente está sendo condenado a um ano e meio de prisão por dano ao patrimônio público e crime ambiental, “crimes” que teria cometido em Abril de 2013 durante uma manifestação do Bloco de Luta em frente a Prefeitura de Porto Alegre. Trata-se da primeira condenação em Porto Alegre e para nós uma clara tentativa de intimidar e colocar medo no conjunto de lutadores e organizações que estão rearticulando as lutas nesse início de 2015. Um expediente político e histórico utilizado pelos setores dominantes de nossa cidade e de todo o mundo: o encarceramento dos que se levantam. Não nos desmobilizaremos e a nossa solidariedade será militante e nas ruas!!!


E a criminalização continua…

O fato de a condenação nos ter sido comunicada apenas uma semana antes do primeiro protesto do ano do Bloco de Lutas pelo Transporte Público é tudo menos uma obra do acaso ou de um processo regular do poder judiciário. Inicia-se o ano e ao mesmo tempo se começa a mexer nos processos que estavam tramitando desde 2013: adicionando nomes à alguns, novos crimes à outros. O processo neste contexto busca ter o mesmo efeito de uma bala de borracha ou de uma bomba de efeito moral: uma tentativa de intimidar e freiar as lutas nas ruas que ousam questionar os lucros dos empresários e os conchavos já evidente das empresas com os poderes públicos.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

[FARJ] Sectarismo e vanguardismo – Debatendo um problema na esquerda




O sectarismo é a intolerância com as posições, opiniões, ideologias ou práticas diferentes das suas ou de seu movimento, organização, grupo etc. Vem acompanhada da arrogância, vaidade e oportunismo, colocados acima da luta pela transformação social. Assim, uma prática sectária vai pautar a política pela diferença, afirmando-se pela negação e denuncismo do outro, buscando o conflito em vez do consenso coletivo e do debate fraterno.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

[RL] Crônica para 2014: Bye bye 2014, a última ficha caiu!



Bye bye 2014. Em verdade, saudades saudades não é bem o que vamos sentir. Por outro lado, bem vindo 2015, O POVO VAI CONTINUAR LUTANDO! Vai ter luta, como, provavelmente, assim disseram muitos em 1964.