sábado, 21 de março de 2015

Cine & Debate: A Comuna de Paris numa perspectiva anarquista


"Estamos aqui pela humanidade" - Comuna de Paris, 1871

Companheiras e companheiros!

Em ocasião dos 144 anos da Comuna de Paris (18 de março de 1871), um dos acontecimentos mais importantes da história da classe trabalhadora, o COMPA convida a todas e a todos para a atividade que será realizada na próxima quarta-feira, dia 25 de março, às 19:30h no Espaço Fôlego Cultural (R. da Bahia, 1176, Centro):

Cine & Debate: A Comuna de Paris numa perspectiva anarquista

Nesta atividade exibiremos o filme "La Commune (Paris, 1871)", um drama dirigido por Peter Watkins que retrata a história daquele que foi se não o maior, um dos maiores acontecimentos protagonizados pela classe trabalhadora no mundo, quando os operários tomaram para si a direção da economia, da política e instauraram a autogestão em todos os âmbitos sociais.

Após o filme, teremos um debate com o companheiro Carlos Frankiw, anarquista e historiador que conversará conosco um pouco sobre o que foi a Comuna e a sua relação com a ideologia anarquista. O filme começará no máximo às 20h, para não extrapolar o tempo limite da atividade.

Livros anarquistas e comida vegana estarão a venda!

Dedicamos esta atividade pública à grande anarquista Louise Michel, uma militante que teve participação notória no processo da Comuna de Paris.

A entrada é franca. Venham todxs!

Link para o evento no facebook: https://www.facebook.com/events/363590633832907/

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

[RL] Quem é Lucy Parsons? A mitologização e a re-apropriação de uma heroína radical. (Casey Williams)

História do anarquismo, feminismo e anarcofeminismo.

Compartilhamos a tradução do texto Quem é Lucy Parsons? A mitologização e a re-apropriação de uma heroína radical, de Casey Williams pela Rusga Libertária, organização anarquista de Mato Grosso integrante da Coordenação Anarquista Brasileira.


É o que se segue.

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Estamos compartilhando aqui nosso primeiro trabalho de tradução. Queremos deixar claro que estamos passíveis de erros em alguns trechos, o material ainda passa por uma revisão mais minuciosa. Resolvemos publicar pelo tempo que ficamos pendentes em compartilhar esse material traduzido. Que fala um pouco da vida de uma importante anarquista norte-americana, Lucy Parsons. Estamos abertos para sugestões e revisões solidárias.
Forte Abraço e boa leitura!
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QUEM É LUCY PARSONS? A MITOLOGIZAÇÃO E A RE-APROPRIAÇÃO DE UMA HEROÍNA RADICAL.*
Casey Williams 
*Anarcho-Syndicalist Review número 47, Verão, 2007. Colaborador: CREAGH Ronald. Por citar essa página: WILLIAMS, Casey. “Whose Lucy Parsons? The mythologizing and re-appropriation of a radical hero”. Edição: 23 de Dezembro de 2007. [Online].
Parsons Lucy portrait
    Como uma anarquista radical, Lucy Parsons dedicou mais de sessenta anos de sua vida a lutar pela classe trabalhadora norte-americana e pobre.1 Uma oradora habilidosa e escritora apaixonada, Parsons desempenhou um papel importante na história do radicalismo norte-americano, especialmente no movimento operário da década de 1880, e permaneceu uma força ativa até sua morte em 1942. A única pergunta da qual ela nunca se desviou foi “como levantar a humanidade da pobreza e desespero?”.2 Com essa questão impulsionando o trabalho de sua vida, Parsons foi ativa em uma infinidade de organizações radicais, incluindo o Socialist Labor Party (Partido Socialista Trabalhista), a International Working People’s Association (Associação Internacional das Pessoas Trabalhadoras) e a Industrial Workers of the World(Trabalhadores Industriais do Mundo). Paralelamente com seu longo envolvimento no movimento trabalhista norte-americano, estava sua solida visão de uma sociedade anarquista, filosofia que era a base de sua crítica às instituições econômicas e políticas opressivas dos Estados Unidos da América.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

[FAG] Não se intimidar, não desmobilizar! Toda nossa solidariedade ao companheiro Vicente!


Janeiro de 2015, às vésperas da retomada das lutas contra o aumento das passagens e em defesa de um transporte 100% púbico em Porto Alegre, recebemos a notícia da sentença dada ao companheiro Vicente, militante da FAG e lutador social do Bloco de Luta pelo Transporte Público de Porto Alegre. Vicente está sendo condenado a um ano e meio de prisão por dano ao patrimônio público e crime ambiental, “crimes” que teria cometido em Abril de 2013 durante uma manifestação do Bloco de Luta em frente a Prefeitura de Porto Alegre. Trata-se da primeira condenação em Porto Alegre e para nós uma clara tentativa de intimidar e colocar medo no conjunto de lutadores e organizações que estão rearticulando as lutas nesse início de 2015. Um expediente político e histórico utilizado pelos setores dominantes de nossa cidade e de todo o mundo: o encarceramento dos que se levantam. Não nos desmobilizaremos e a nossa solidariedade será militante e nas ruas!!!


E a criminalização continua…

O fato de a condenação nos ter sido comunicada apenas uma semana antes do primeiro protesto do ano do Bloco de Lutas pelo Transporte Público é tudo menos uma obra do acaso ou de um processo regular do poder judiciário. Inicia-se o ano e ao mesmo tempo se começa a mexer nos processos que estavam tramitando desde 2013: adicionando nomes à alguns, novos crimes à outros. O processo neste contexto busca ter o mesmo efeito de uma bala de borracha ou de uma bomba de efeito moral: uma tentativa de intimidar e freiar as lutas nas ruas que ousam questionar os lucros dos empresários e os conchavos já evidente das empresas com os poderes públicos.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

[FARJ] Sectarismo e vanguardismo – Debatendo um problema na esquerda




O sectarismo é a intolerância com as posições, opiniões, ideologias ou práticas diferentes das suas ou de seu movimento, organização, grupo etc. Vem acompanhada da arrogância, vaidade e oportunismo, colocados acima da luta pela transformação social. Assim, uma prática sectária vai pautar a política pela diferença, afirmando-se pela negação e denuncismo do outro, buscando o conflito em vez do consenso coletivo e do debate fraterno.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

[RL] Crônica para 2014: Bye bye 2014, a última ficha caiu!



Bye bye 2014. Em verdade, saudades saudades não é bem o que vamos sentir. Por outro lado, bem vindo 2015, O POVO VAI CONTINUAR LUTANDO! Vai ter luta, como, provavelmente, assim disseram muitos em 1964.

domingo, 28 de dezembro de 2014

Não ao aumento! Não à tarifa!



Mobilidade urbana e Tarifa Zero.

Precisamos articular uma luta prolongada, de base, militante, no centro e nas periferias da região metropolitana. Integrar as lutas dos ônibus com cartão Bhtrans (capital) e com cartão Ótimo (região metropolitana), para conseguirmos pressionar de fato os capitães da oligarquia do "transporte público".

O "bixo tem que pegar", e o "bixo não pega" se o povo não estiver mobilizado.

ps.: Não devemos nos esquecer que só neste ano de 2014 a tarifa de BH aumentou duas vezes, passando de R$2,65 para R$3,10. Ou seja, absurdos R$0,45 centavos. Se não nos mobilizarmos permanentemente, grandes mobilizações como as Jornadas de Junho de 2013, no que diz respeito à conquista da pauta da tarifa, são perdidas em questão de meses. Não bastam grandes manifestações espontâneas aqui e ali. Devemos nos organizar pela base e fazer um trabalho duradouro e determinado.

Segue matéria do Hoje em Dia relatando o segundo aumento da tarifa de 2014:
"Após o anúncio nessa sexta-feira (26) do aumento de tarifas para táxis e ônibus intermunicipais da Região Metropolitana de Belo Horizonte em 12,78%, agora é a vez dos moradores da capital que dependem do transporte coletivo prepararem o bolso. A partir de segunda-feira (29), as tarifas já estarão mais altas. A prefeitura anunciou reajuste médio de 8,49% nas passagens dos ônibus e dos táxis-lotação.
Na capital, o preço de 80% das linhas passará dos atuais R$ 2,85 para R$ 3,10, mesmo valor para a integração com o metrô. As passagens para os demais coletivos vão variar de R$ 0,70, no caso das linhas que atendem vilas e favelas, até R$ 5,80, preço que passará a ser cobrado na linha executiva que liga a Savassi à Cidade Administrativa, sede do Executivo estadual.
Segundo a BHTrans, empresa que gerencia o trânsito e o transporte coletivo da capital, o aumento é necessário para cobrir o aumento de custos do sistema, principalmente com mão de obra e óleo diesel. No anúncio do aumento a prefeitura alegou que o reajuste nos últimos cinco anos ficou abaixo da inflação acumulada no período.
A Secretaria de Estado de Transporte e Obras Públicas (Setop) usou justificativa semelhante para definir o aumento nas 745 linhas que atendem os 34 municípios da região metropolitana da capital e transportam uma média diária de 823 mil pessoas.
Segundo a Setop, o reajuste inclui o aumento de 8,65% nos custos e outros porcentuais como os relativos ao aumento salarial dos rodoviários e à modernização da frota. Com o aumento, os preços das passagens vão variar entre R$ 2,60 a R$ 36,05. Os táxis metropolitanos terão reajuste de 8,21%."

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

[FAG] Memória, Verdade e Justiça | 50 do Golpe Civil-Militar, 46 anos do AI-5

Foto: Reunião do Conselho de Segurança Nacional que aprovou o AI-5

Para os(as) que tombaram lutando… Nem um dia sem memória!…
Para os torturadores e mandantes… Nem um minuto de sossego!
Não esquecemos e nem perdoamos!

O ano de 1968 foi um dos mais agitados e combativos da década de 1960 no Brasil e no mundo. Protestos, passeatas, greves, mobilizações, manifestações, etc. tomavam as ruas das grandes cidades brasileiras levando grandes massas da população para protestar nas Boulevard tupiniquins. De forma distinta dos europeus, os latino-americanos situados no Brasil denunciavam as prisões, seqüestros, desaparições, torturas e mortes que se acumulavam após o golpe de Estado civil-militar de 1º de abril de 1964.